quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pega a estrada que for pra pescar... o local da pesca!

Estrada Granja Vargas - Dunas Altas, 2014.

Nascer do sol em Dunas Altas, Farol Berta, 2014.

Recebo algumas mensagens por email perguntando sobre os locais. Não existe segredo sobre os locais de pescaria. Todos eles ótimos se vc estiver na hora e dia certo. Na semana passada fui pescar nas imediações de mostardas, peguei aquele único burriquete e 8 papaterras. Enquanto eu estava lá, nas imediações de Pinhal e Quintão se pescava muitas corvinas. Em Torres, duas semanas atrás, saíram muitas corvinas. Tem saído direto corvinas nas Plataformas de Atlântida, Tramandaí e Cidreira. Muitas pessoas sabem que a pescaria no RS é mais produtiva em locais de difícil acesso. Junto com isto surgem algumas prerrogativas ligadas a dificuldade. Se me perguntasse aonde eu gostaria de pescar, diria que lá pros lados do Farol do Albardão... mas aqui deve ficar uns 400 km da minha casa, então fica meio fora de mão. O litoral central e norte são os que costumo ir, justamente pela distância. O grau de envolvimento e mão de obra para ir pescar longe de casa aumenta na medida em que vc se distancia e fica mais dias fora de casa. Esta é a pergunta que o pescador deve fazer... quantos dias pode pescar e se envolver com a pesca. No meu caso, geralmente são dois dias, então a distância fica limitada até 200-250 km. Apenas um referência para compreender quanto tempo vc se envolve com pescaria e quanto tempo efetivamente pesca. 
Outra questão é pescar durante o veraneio... todo mundo sabe que pescaria em temporada de férias fica impraticável nas praias populosas. O peixe some com o movimento e/ou é proibido pescar onde é área de banho. Agora, até fim de novembro é uma época especial pra pescar nas praias badaladas, pq depois de dezembro não dá mais! Aí o pescador tem que deitar o cabelo pra locais tranquilos... tais como a região mais ao sul de Torres, ou ao norte da plataforma de cidreira, ou outros entre meios de balneários. 
Pesquei muito entre quintão e magistério, também em Dunas Altas, pois eram locais próximos do Pinhal, onde eu tinha base. No Pinhal, as vezes, eu e meu amigo Rodrigo, pescávamos corvinas, arraias e bons papaterras. Hoje, acho difícil de ver isto nos meses de janeiro e fevereiro no Pinhal. E Pinhal é um dos melhores locais pra se pescar... mas evidente que a grande quantidade de banhistas afugenta o peixe. 
Se o pescador quer se divertir e arriscar um peixe bom, não tem como escapar... precisa pegar o carro e andar muitos km. É a alma do negócio da diversão na atualidade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Relatos ou boatos sobre um grande cardume de corvinas na costa do RS?

Imagem meramente ilustrativa.
Neste último final de semana recebi algumas informações sobre cardumes de corvinas em vários km de distância na costa do RS. Procuramos corvinas nas imediações de Mostardas, mas não achamos nem mesmo uma... no entanto, quem foi pescar em Pinhal, Magistério ou Quintão, pode ter sido um dos sortudos que deu de cara com um grande cardume de corvinas. Os relatos são de capturas de 5, 8, 20 peixes por um único pescador. Resolvi investigar para ver se era verdade... hoje, peguei o carro e fui até o litoral, precisamente Quintão e desci até próximo do farol da Solidão. E diga-se de passagem... pensa num filme de terror que estava a beira de praia, cheia de sujeira, muitas barras abertas com degraus de areia com até 50 cm de altura. O mar lavava, parecia uma ressaca de nordeste... Anda muito na beira, arrisca a ensopar o carro no mar, se anda pra cima na praia, arrisca saltar um barranco de areia. Tava complicado... mas foi bom para testar o uno com pneus maiores. Troquei as rodas... a medida dos pneus originais era de 175 70 13R, agora passou pra 185 70 14R. Esta é a maior medida que entra no Mille Fire Way. No Mille fire comum não entra esta medida...
Bom, sobre as corvinas. Conversei com diversos residentes da região, pescadores de rede de espera (cabo). Todos eles confirmam que um grande cardume passou nestas praias, pq eles realmente viram ou capturaram tais peixes. Esperei a remoção de algumas redes e mesmo com aquele mar estava saind peixes com tamanhos variados, onde os menores tinham 1,5 kg e os maiores em torno de 5 kg. As corvinas estão na região... estão bem misturadas entre grandes e pequenas, mas estão aí. Vai dar diversão para quem conseguir ir nas próximas calmarias. Agora, é só esperar o mar "marolar". Vai no terceiro dia de mar baixo que vai dar certo... eu já tô esperando! 

domingo, 26 de outubro de 2014

Burriquete... pequeno, mas valente!

Pogonias cromis - Com 67 cm de medida total, 2014. Foto: Roberto Furtado

Pogonias cromis - Litoral do RS, 2014. Foto: Roberto Furtado

foto: Wladmyr Marredo
Alguma notícia de corvinas e resolvemos ir mais cedo atrás do peixe neste 2014. Já não pescava mais em outubro, pq prefiro acertar do que lidar com loteria. Contudo, havia notícias... dava pra arriscar. Recebi informações de corvinas sendo capturadas em Torres, Tramandaí, Mostardas, Rio Grande... então acreditei que o peixe estaria na volta. Meu receio é que estivesse como no ano passado, pois havia grande quantidade de corvina ano passado, mas elas não entravam pra beira de praia. A industria pesqueira capturava aos milhões e o pescador de beira de praia lidava com "gorjetas" quando era premiado. Mesmo assim, no ano passado fizemos uma bela pescaria, eu e Wladmyr. Este ano, espero que seja igual, mas já começamos nossa investida e pescamos apenas 13 papa-terras e 3 bagres pequenos. De quebra fisguei este burriquete que não pesei, mas acredito estar entre 3-4 kg. Eu não tenho este noção e nem empolgação que muitos colocam sobre o peso do peixe. A foto esta aí pra mostrar, tire suas conclusões... e como diz meu amigo Alessandro: "Isto é de menos... o importante é pescar!".
O peixe bateu no corrupto revestido com cascas de marisco, em um chicote com dois anzóis, sendo um deles com marisco descascado e outro com o corrupto. O peixe mal apresentou um momento para identificar a ação no caniço. Pegou um pouquinho de pressão e fez uma oscilação que poderia ser confundida com os demais "saculejos" das ondas sobre a linha com sujeiras. Havia muita sujeira no mar, tais como restos de capins provenientes das inúmeras barras abertas. O peixe afrouxou a linha quando coloquei as mãos no caniço. Dei alguns passos para trás e recolhi a linha e senti que firmou. Logo vieram as mandadas e cabeçadas. Eu achei de início que era uma corvina muito boa, pq parecia um peixe pesado. Então no festival de mandadas e ágeis corridas, imaginei que era um burriquete. Na beira foi se confirmando o peixe pelas aparições. Foi nas primeiras horas da manhã, depois não teve nem sinal de peixe. Tudo que saiu, foi na manhã! Embora a água estive gelada, turva na medida e o mar "marolando", o peixe não deu as caras. Era para ter muito mais ações... quando eu vi o mar achei que nós teríamos um grande dia. Ainda assim foi um grande dia de pescaria... com direito a muita baboseira e fé pesqueira. Agora, aguardamos a próxima... 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Finalizando peixe grande - muita atenção!

Bacopari, 2006.
Este é o assunto que todo mundo acha que é fácil de resolver e que em muitos casos que presenciei vi problemas... Não é fácil finalizar o peixe de grande porte. Quando o peixe não pode mais ser puxado pra fora dágua com a linha, já entra no assunto de "finalização de grande peixe". Muitos são os pescadores que utilizam dois ou mais anzóis e neste caso é que reside um dos problemas. Se tratando de segurança nós sabemos que anzol é um equipamento que deve ser manipulado com cuidado. Iscado ou não, o anzol é risco iminente para quem se aproxima dele. Quem pesca com um anzol só pode pular esta parte do anzol, mas eu acho que vale a reflexão a respeito do tema pq pode evitar acidentes. Evitar acidentes com anzóis é de grande valor, pois muitos dos lugares de boa pescaria também não possuem recursos médicos. Escrevi este texto simples para que as pessoas pensem a respeito, faço sugestão de como reduzir estes problemas da pescaria, mas muitas soluções virão das suas reflexões que cercam seu modo de pescar. 

Anzol e Peixe
Não há o que fazer para proteger vc e seus colegas de um anzol afiado, pois anzol sem ponta não é interessante, contudo o entorno da questão pode ser melhorado. Primeira questão é entender a cumplicidade entre o pescador que esta no controle da carretilha ou molinete no ato de recolher a linha e o parceiro que vai entrar na água para pegar o peixe. Não é possível controlar perfeitamente o peixe para que ele não corra quando o finalizador entrar na água, mas vc sabe o que não pode fazer e ajudar na orientação do colega. É importante este sincronismo... O parceiro até pode guiar-se pela linha, mas jamais deve segura-lá, sob risco de machucar-se ou romper a mesma que garante a captura. Fazer o raio de pesca na finalização é uma alternativa... por exemplo, mar correndo de nordeste e o pescador não acompanha totalmente o peixe. Com tal situação o peixe ficará adiantado em relação ao pescador... a linha formará um ângulo com a praia. Isto reduz muitos casos de estouro de linha, primeiro pq temos mais linha para esticar, e depois pq temos uma liberdade um pouco maior do peixe para correr de volta ao mar. Esta alternativa é muito boa para cansar o peixe, mas o pescador deve manter o recolhimento na medida em que o peixe se cansa. A finalização é um processo natural... quanto mais cansado, maior a chance do peixe sair. Se o peixe esta em um lugar que ele não sai sozinho, tente conduzir para um local que ofereça esta condição. Use a corrente! Se ele sair sozinho da água, o risco de acidentes cai para quase zero, especialmente nestes casos de pesca com dois ou mais anzóis. Se o peixe é grande, muitas vezes ele não sai mesmo... corvinas e outros peixes com até 10 kg são tranquilos de finalizar sozinho, mas acima disto fica complicado. Quando o peixe é grande mesmo, mesmo cansado ele fica naquele vai e vem da corrente e se o lugar é fundo e agitado, mesmo na beira, pode ser muito difícil para retirar sozinho. Se o local é raso e afunda gradativamente vc pode até ensaiar a remoção, mas se possui buracos fundos, pode estar em uma situação arriscada de correnteza, caniço na mão e peixe passeando com um anzol extra bem a sua volta. Se a situação pede o coleguismo... então o finalizador entra observando a linha e se houver arranque superior a 0,60mm, esta pode ser a alternativa para sacar o peixe dágua sem riscos. Se o peixe ainda for grande demais para isto, ou se não houver arranque próximo do empate, então o finalizador terá que entrar na água para "grudar" o peixe. É importante saber a espécie... pelos motivos que explico mais adiante neste texto. E ser experiente neste momento faz a diferença, mas experiência é algo que surge com o tempo e ninguém nasce experiente. Em alguns casos já finalizei sozinho peixes bem grandes, mas por este motivo eu mantenho o empate bem forte, pois é nele que confio a finalização. Quando a linha é 0,80mm, vc segura a mesma girando-a em torno da mão para firmar. Não faça isto enrolando no dedo, pois peixes pesados e fortes podem até lhe quebrar um dedo assim. 
Pra finalizar o peixe não é preciso dizer que ele deve estar cansado... peixe cansado diminui a possibilidade de uma corrida repentina. Além do mais, enquanto o peixe possuir forças é válido aproveitar este momento. Oportunizar a remoção imediata do peixe que esta ainda vigoroso, pode acarretar na perda. Primeiro pq vc vai precisar fazer mais tensão na linha e depois pq ele se mexe de forma mais intensa... intensidade na beira da praia aumenta o risco de desengate do anzol da boca do peixe. Se for peixe de escama, ao virar de barriga pra cima vc perceberá que ele tende a se acalmar. Peixe que se debate menos oferece menos risco. Se for peixe de escama como corvina, miraguaia e outros cuja as brânquias não possuem cortantes, a melhor coisa é grudar o peixe firmemente por elas. Se vc pretende soltar o peixe, jamais pegue-o pelas brânquias, pois causará uma lesão nas mesmas e elas são vitais ao animal. Para casos de soltura, a alternativa é o passaguá (aquela rede com cabo que tem outros nomes também). O problema do passaguá é a possibilidade de enrosco com anzóis e chumbada, mas se vc não tiver pressa de resolver isto, esta é a alternativa mais segura. Infelizmente não há uma melhor forma que sirva para todos os casos... pois arraias grandes, a exemplo, geralmente não cabem em passaguá e quando cabem acabam enroscando o esporão na rede. Por isto é importante o pescador saber com qual peixe esta lidando... pq cada um terá uma finalização. Arraias grandes costumam dar muito trabalho quando chegam na beira da praia e o pescador já esta cansado da briga. Isto requer muita atenção... e a melhor alternativa é finalizar no encalhe, mesmo que demore. Manter o peixe próximo da praia é uma alternativa para cansar o mesmo... se vc estiver atento as ondas e correntes, pode usar as mesmas para finalizar o peixe. Quando o peixe estiver próximo da finalização, force-o a pegar a onda. Ele virá com a água, mas no retorno da água vc tensiona a linha sem desafiar o limite da mesma. O peixe deve ficar no seco ou quase... para arraias e violas esta é a melhor alternativa. É relevante destacar que várias espécies estão ameaçadas de extinção e/ou proibidas. Tudo bem que vc não consiga escolher o peixe que vai pegar no anzol, mas vc pode finalizar o peixe com integridade para soltura. As violas, de maneira geral, podem ser finalizadas quase da mesma forma que arraias. A diferença é que se vc pisar no bico da viola ela ficará mais fácil de controlar e remover o anzol com maior segurança. As arraias contam com o esporão (a maior parte delas) e a melhor alternativa é puxar para longe dágua por meio das narinas superiores. Fique atento ao esporão, pois ela tem boa mobilidade da cauda... e fará o possível para usar em sua própria defesa. As arraias podem ser viradas de barriga pra cima, pois assim vc visualiza o anzol e o esporão fica menos "perigoso". Peixes com esporão, tais como arraias e bagres grandes são sempre um problema na finalização. O poder de penetração destas defesas é realmente grande sobre a pele humana e o problema será grande se ocorrer o acidente. Muitas vezes a pescaria acaba ali... então todo cuidado é importante. Tem acidentados com esporão de peixes que levam meses para resolver os problemas destas feridas, portanto quem tiver este tipo de problema deve procurar um atendimento médico. 
Em todos os casos, o pior problema da finalização é o anzol, mas esta questão do esporão de alguns peixes é realmente preocupante e sem a devida atenção dos pescadores... e de fato, resulta em muitos acidentes. Não há regras de como fazer uma finalização, mas vc pode fugir dos problemas relatados por colegas ou experiências anteriores. Há formas diferentes para fugir de imprevistos ou para finalizar grandes peixes, mas o que importa é a sua reflexão sobre isto. Isto é que evita o acidente!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Notícias... as corvinas estão voltando!

Um amigo me contou que os barcos pesqueiros estão descarregando corvinas em SC e aqui no RS. De acordo com a fonte, segura, os peixes são de boa qualidade e tamanho. Corvinas de 4 a 6 kg, algumas maiores. Soube de boatos também em Torres e Tramandaí... em Torres elas saíram nos molhes e em Tramandaí saíram na barra. Outro amigo que não quer se identificar, explica que este ano e os seguintes devem melhorar para pescadores de beira de praia. Segundo ele, os próximos anos serão mais produtivos para pescadores amadores pq a pressão de pesca deve diminuir neste tipo de peixe devido a novas exigências da regulação da pesca. Esta mudança ocorreu a cerca de 3 anos, agora em vigor começa a gerar esperança aos pescadores de beira de praia. Na temporada de 2013 ouviu-se vários relatos referentes a pesca de cardumes de corvinas e de burriquetes, e atribuiu-se isto ao estas novas regulamentações para pesca industrial. Quando a pressão alivia, o peixe tem mais chance... quando tem chance, mais exemplares conseguem perfazer o ciclo e o resultado é este aí. Nos próximos anos, se a pressão de pesca aliviar, a pesca industrial dos cardumes de escama deve colher frutos, e a sobra para os pescadores de praia deve aumentar. E deve aumentar inclusive o tamanho dos peixes capturados, como arrisco estar já acontecendo nesta temporada. Ainda não vi os peixes de agora, mas este ano vou atrás da minha corvina gigante. Lembro que ano passado vi uma corvina grande, conforme o relato que fiz na temporada 2013-2014... a corvina que eu nunca tinha visto, com supostos 10 kg. Aquela, certamente maior que esta que o amigo Alessandro exibe. Corvinas como esta que o amigo mostra possuem em média 6,5 e 7,5 kg e aproximadamente 88 cm. A da foto pesou 7 kg.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pra começar a diversão... Abu Garcia 6500CT Rocket Chrome


No início deste ano um marginal levou minha Rocket e eu fiquei muito brabo... esta foi uma das melhores carretilhas que já tive a oportunidade de experimentar. Sou extremamente conservador para pesca no mar e até então minha carretilha preferida é a Penn Reels modelo 140 com carretel de alumínio. Contudo, esta carretilha penn não é mais fabricada e eu procurava por algo forte, resistente aos mares do sul e aos peixes de porte de 3-10 kg, mas que fosse capaz de trazer a leveza na pesca de papa-terras (betaras). No ano passado um amigo me apresentou o modelo Chrome e fui a alegria naquelas pescarias de corvinas, burriquetes e algumas arraias, uma das arraias com tinha em torno de 20 kg. Então na temporada passada eu usei e abusei do teste com a Chrome, e aprovei. Tive o infeliz incidente do furto, mas isto é coisa de Brasil e não dá pra escapar sempre. Se alguém encontrar um chinelão vendendo um Chrome baratinha, pode ser minha... Já esta da foto é zerada, comprei agora, recebi na caixinha e tá na mão pra esta temporada que esta abrindo. Logo que começar a pescaria já faço umas postagens do setup e do desempenho. Eu fiquei com vontade de experimentar um prima próxima dela... que possui freio magnético, mas isto vai ficar para uns dias mais pra frente.