sábado, 20 de dezembro de 2014

Siri

Siri pardinho... nosso belo crustáceo dos mares é uma refeição cobiçada pela miraguaia. Entre ele e o azul, fico com o pardinho. O pardo é mais "calmo", menos perigoso aos dedos. Quando esta na fase de casco mole, dá uma baita isca para corvinas também. Aliás, vc já viu um siri de casco mole? É difícil de encontrar, mas é mudança de tamanho de casa para nosso amigo siri... passagem obrigatória. Normalmente ele está bem escondido... por isto a gente não costuma ver ele nesta condição. 
Diferente do siri azul, o máximo que vc vai ver é um siri pardo próximo de uma barra. Água doce não é com este cara aí... o siri azul consegue inclusive viver na água doce, já este cara fica só no mar. Talvez isto explique a fragilidade dele para aumento de temperatura, pois o mar é muito mais estável. O oxigênio dissolvido é menos presente em águas de temperatura elevada, como águas de barra e lagunas.O siri azul aguenta muito bem a elevada temperatura de barras paradas e lagunas com pouca água. Aliás, certa vez capturamos vários siris, quase todos eram pardos, um apenas era azul. Colocamos na parte de baixo da geladeira para não estragarem, para se manterem vivos. No dia seguinte, apenas um estava vivo e brabo... era um azul e parecia que estava mais disposto do que quando o capturamos. Os crustáceos dos mares do sul se dão muito bem com temperaturas baixas... o que eles não gostam é de calor e de miraguaias.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Um dia... o farol será um pesqueiro promissor!


Achei relevante a informação sobre o farol caído... assim justifico nova postagem.


De acordo com estudo que encontrei na rede, de Elaine Siqueira Goulart, a região do farol caído, nos anos de 1998 a 2000, teve uma redução de praia de 3,6 metros por ano. Os anos seguintes não constam no estudo que li, mas confirma o que pensei sobre a praia em questão... anos atrás, fiz fotos do farol caído ainda fora dágua, hoje ele já se encontra dentro dágua de forma permanente. Em alguns anos, ele estará completamente no valo. Dentro de alguns anos, o farol caído será um bom pesqueiro. Por hora é apenas história...


http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2010/2010l.pdf

Um gigante de ferro pra alimentar o mar... Mount Athos

Foto: Marcel Araújo, 2010.
Fuçando no arquivo, encontrei esta foto tirada por um amigo. Eu pescava pequenas corvinas no interior do navio. Não era um momento legal para pesar dentro dele. Certa vez, bem ali onde estou com os pés, havia um poço fundo, com mais de 2 metros. Naquela oportunidade fisguei uma corvina de 3 kg ao lado do casco. Em algumas raras vezes pescamos corvinas ao lado deste gigante. É preciso encontrar a condição certa, mas as histórias são muitas, de corvinas, burriquetes e até garoupas. 
O Mount Athos foi um navio grego, com mais 160 metros de comprimento. Ao que parece, este naufrágio aconteceu 1967. Os restos do navio são vistos até os dias de hoje, entre a praia do Bacopari e o Farol da Solidão. Para quem sai da praia do Bacopari (se o acesso estiver transitável), basta pegar a praia em direção sul, por cerca de 2 km, se tanto.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Siri azul...




Durante a passada pela barra do estreito, retiramos o material do carro e fomos pescar... não havia peixe na região. Não batia um papaterra... havia apenas pequeninos comedores de isca, pois os anzóis voltavam limpos depois de alguns minutos. Caminhamos em direção a barra e foi possível perceber que na barra transitavam muitos siris, como este das fotos. Pedi pro Marcio capturar um, pois queria fazer as imagens. Este siri é um "vivente" muito feroz... é arriscado pegar o bichinho, mas no fim deu certo. Fiz as imagens e devolvemos a liberdade para o pequeno animal. Na barra desciam muitos destes... havia pássaros também. Para quem quiser saber a condição da barra neste momento, não passa de carro na saída com o mar. É muita água... de caminhonete passa, mas de uno não dá. E no caminho da direita (saída sul), não passa sem atolar. Tem que ser de 4x4.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Onde andam as corvinas? Um peixe apenas...



  Pescamos no Estreito, no Bujuru... nada, nenhuma notícia de peixe na região do litoral central. Nem mesmo os papaterras se apresentaram. De mãos vazias e acreditando que o problema era na região, também seguindo pistas, pescamos na região do Farol da Solidão até Dunas Altas. Foi decepcionante... encontramos bons locais para pesca, de beira a valo de fora, mas nada. Próximo do Farol da Solidão, Marcio capturou esta corvina que ele ergue, com peso de 4,5 kg. Ele pescou este peixe de arremesso, na primeira linhada da tarde, o que nos deixou motivados, mas no resto da tarde mais nada se apresentou. A pescaria de 4 dias, mal sucedida, nos deixou com muitas dúvidas. Há iscas de sobra em todo litoral, mas não há peixes. Ou apenas os peixes não tenham chegado... ou a pesca industrial chegou muito antes? Se há ou não resposta para isto... bem, por hora o que importa é que o resultado é desanimador. Não há notícias de peixes de Torres ao Chuí, exceto por algumas capturas isoladas e da insistência. Os grandes cardumes foram dizimados? Mês de dezembro sem corvinas é mal sinal... se em dezembro não há peixe, quando haverá? Onde estão as corvinas? Esperamos que a próxima investida não seja tão fraca. 

Texto e fotos: Roberto Furtado

sábado, 6 de dezembro de 2014

Os arenitos do Farol Conceição... mais um pouco!





Os arenitos e farol caído formam um cenário diferente na região do litoral central do Rio Grande do Sul. Longe da capital Porto Alegre e de difícil acesso, a região do Farol Caído é um local diferente no litoral brasileiro. Muitas pessoas tentam conhecer a região pelas histórias que cercam o local, pelo cenário e até mesmo pela dificuldade para chegar. Houve algumas vezes que não foi possível chegar neste lugar, pois a faixa de areia entre as duas e o mar praticamente inexistia. As opções não eram muitas, então era comum ver visitantes retornando sem olhar para este cenário, mas nesta última sexta feira, depois de agitado, o mar recuou e denunciou uma praia transitável e mostrou bem os arenitos. Os arenitos são vistos somente nesta região. A formação é frágil, embora esteja presente no local há cerca de muitos anos. As modificações na costa, conhecidas nesta região do Brasil, estão descobrindo as estruturas que antes era "tapadas" por areia... o mar faz o restante do trabalho, lapidando e mostrando esta obra prima natural. Para visitar a região é preciso ir até o vilarejo do Bujuru, acessar a "estrada do CTG" e sair na beira da praia num lugar conhecido como "João da Praia", lá, se as condições marítimas e climáticas estiverem boas, até mesmo veículos normais trafegam sem problemas. Pegando a praia a direita saindo pelo João da praia, ruma-se ao sul por cerca de 8 km. É importante que o motorista ou guia seja experiente, pois esta beira de praia tem suas pegadinhas. Carros já foram perdidos na região, há também lendas de pessoas desaparecidas, embora ninguém confirme isto oficialmente.