quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

The last chance 2015... sem boas perspectivas!


         Andei trabalhando demais... e as folgas, quando tinha, não superavam um dia. Precisaria de dois dias de folga para pescar... é muita tralha pra levar, depois quando volta é preciso organizar tudo. Então dois dias é o mínimo! O ano de 2015 passou voando... não pesquei nesta temporada. Não deu... lamentei muitas vezes. A primeira quando foram relatadas capturas de corvinas em novembro, a segunda foi umas duas semanas atrás quando foram reveladas capturas de burriquetes de 8-12 kg. Aliás, estes burriquetes parecem pertencer ainda aquela geração de peixes das histórias de captura por todo litoral gaúcho. Ouvi relatos de capturas também em Santa Catarina e no Uruguai, mas no país vizinho tais peixes saíram todos os anos na última década. Aqui que se apresentou um fato diferente, pois burriquetes pequenos estavam inexistentes há décadas. Se ouvia falar disto antes de 90, talvez 70 e 80's. Em algum momento a pressão de pesca piscou os olhos e grandes cardumes de corvinas e burriquetes conseguiram escapar das garras da industria pesqueira. Até lendas se formaram... mas isto é conversa para outra postagem. 
Na semana passada foram relatadas capturas de muitas violas e arraias morcego por aqui no RS. Infelizmente, o peixe protegido é o que esta na área. Então só tem uma alternativa. Vc vai, pesca e se for viola vc devolve para o mar. A diversão vc guarda, se for corvina ou burriquete leva para casa, mas se for viola... devolve ao Atlântico. Algumas pessoas dizem que a população de violas cresceu, outras se surpreendem com tais afirmativas. A verdade é que desde 2003 nunca mais vi sair viola como antes. Foi um tempo de achar o cardume, largar a linha e 5 minutos estava batido... algumas vezes não se chegava de volta a praia e o caniço já tinha peixe. Coisas do passado...
Se 2015 não foi um bom ano, acho que 2016 pode ser. Tenho visto algum ano "ilhado" em meio a anos ruins. Estava com apostas para 2015, mas não foi... acho que será 2016. teremos de esperar até outubro pra saber, mas até lá precisamos pescar um pouco. E pra não dizer que não pesquei nesta temporada, estou indo agora na próxima semana. Vou tentar burriquetes, talvez as cascudas em janeiro... como diz um velho conhecido pescador, janeiro é o mês das cascudas, se referindo as corvinas fora de estrada. De acordo com este velho pescador profissional da costa gaúcha, as corvinas se apresentam encardumadas em outubro ou novembro, são exemplares com 2-5kg. Depois, mais tarde, as cascudas aparecem em menor número, as vezes solitárias... são corvinas com 6, 7, 8 kg, com relatos de 10-13kg. Dois anos atrás, vi uma corvina assim... tinha aproximadamente 1 metro de comprimento, era uma corvina com estimados 10 kg. Estou atrás deste peixe... quero fotografar esta cascuda até para provar que ela existe. Que existe, sim, existe... como as bruxas, mas o difícil é provar! Espero que este ano consiga... pois há dois anos que tento especificamente uma grande corvina. A maior que pesquei até hoje tinha em torno de 7 kg (6,8 kg)... e ao meu ver já era uma corvina monstro. Minha prioridade são os peixes de escama nesta temporada... de arremesso, pois não pesco de prancha mais. A última chance de 2015 é na semana entre natal e ano novo... espero, na próxima semana, ter boas notícias. 
Um feliz natal e ano novo... de realizações, inclusive, pesqueiras!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Temporada... abriu?

Litoral do RS. Foto: Roberto Furtado
            Bom, fim de outubro, então tudo indica que até já passou da hora de recomeçar. Estava olhando a previsão do mar e este ano não é muito boa por hora. Talvez seja daqueles anos bagunçados que se ajeitam ao longo da temporada, talvez seja mais um ano frustrante, como ano passado, cuja única captura que fiz tenha sido o burriquete aquele. Vejo como aberta a temporada, soube de algumas capturas de corvinas na barra de Tramandaí e na praia de Quintão. Ouvi boatos também sobre Torres e alguma coisa sobre os molhes de Rio Grande. Apenas corvinas... mas já é um começo! E se pensarmos em tudo que choveu no RS, talvez estejam muitos locais até inacessíveis, pois muitas são as barras abertas jogando mais de metro de altura dágua. E quem conhece o RS sabe que isto é brincadeira que termina com qualquer projeto...
Na primeira oportunidade ou notícia, dou uma conferida e aviso. Abre temporada... se abre pra nós!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Mas são peixes...

Fotografia: Roberto Furtado
Os peixes... estive trabalhando em uma região que possuia um café colonial em SC. Neste local havia um pequeno córrego onde a água era cristalina e os peixes se deslocavam de lá para cá. Havia um "baleiro" com rações... as pessoas colocavam uma moeda de 1 real e caiam rações para jogar aos peixes. Isto condicionou os peixes a comer nas mãos das pessoas. Bem impressionante quando visto ao vivo. Embora sejam peixes de água doce, achei relevante repassar ao amigos. Algumas carpas possuíam mais de 6 kg. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Aumentando os pneus do mille fire way para pescar...


Os sapatos do automóvel... pneus, que garantem o deslocamento eficiente. Vc compra um automóvel popular e ele vem com o pneus mais barato que pode haver no mercado. Foi então que decidi que colocaria pneus de melhor qualidade e medida, pois estou sempre na estrada. Na estrada de chão e em trechos de areia fofa, quanto maior o "pisante", melhor o automóvel passa pela areia. Das originais rodas 13" e pneus de medidas 175 70 R13, substituí por rodas de 14 polegadas e pneus 185 70 R14. O carro é um mille firre way, 2013, último fabricado neste modelo. Em princípio, tive receio que o consumo fosse ficar muito alterado, mas percebi que a forma como vc dirige muda também, ficando melhor para a condição que vc precisa. Ao que parece, ficou com praticamente o mesmo consumo. Um dos motivos, talvez, pq a relação de marchas ficou mais longa, devido ao aumento de diâmetro dos pneus. Em velocidades próximas de 100 km/h, das estradas permitidas, ele apresentou pouco esforço para se manter nesta faixa. Antes, evidente era a maior rotação do motor para trafegar em 100 km/h. A velocidade ideal do uno, para baixo consumo é de mais ou menos 75-85 km/h. Fiz médias com ar condicionado ligado, trafegando dentro dos limites de velocidade, em trechos com até 60% de estrada e o restante em uso urbano, obtendo valores de 15,8 km/l em regiões planas e 14,7 km/l em regiões de oscilação de altitude. Fiz por diversas vezes, observando que o ar ficou ligado em 50% das utilizações do uno. A observação que fiz sobre o consumo pelas regiões de beira de praia, pois em algumas vezes rodei mais de 100 km por praias desertas, me deixou surpreso. Como se anda muito devagar na beira de praia, por ser um terreno acidentado com valetas inesperadas, não houve alteração de consumo. Creio, que nestas condições, devido ao pouco esforço e baixa rotação, não ocorreu mais do que 16 km/l. Bem verdade que o mille fire é um campeão de economia, mas até eu me surpreendi. Rodas grandes, neste caso, favoreceram o automóvel... tanto para passar na areia fofa, como no consumo. Foi observado o percentual de diferença de 6,41%, ou seja, o automóvel marcará menos velocidade e kms percorridos que antes. Deve-se considerar que já existe uma faixa de segurança, tanto que se vc estiver munido de algum recurso de avaliação, seja uma lombada eletrônica ou mesmo um GPS, observará que o carro sempre marca menos que as medidas oferecidas por outros meios. Nesta oportunidade, conferi que a diferença desapareceu... o mille fire esta andando praticamente exato de acordo com o velocímetro. 
Acho relevante descrever que o automóvel ficou mais macio, não percebi nenhum problema de estabilidade, mas com a elevação da altura, mesmo que seja apenas pelos pneus, todo cuidado é necessário. Com esta "melhoria", consegui fazer de forma mais eficiente minhas aventuras em terrenos acidentados. Não evita-se atolar em alguns casos, mas diminuiu o problema. Quem não tem carro tracionado, pesca com o que tem... faz o melhor que pode com o que há de recursos.